terça-feira, 12 de outubro de 2010

acolhimento na UBS da zona rural



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Nossa visita aconteceu, em companhia da Enfermeira Karoline especializanda do Curso de questão de sistema e serviços de saúde da UFPB de João Pessoa, que foi solicitada juntamente com a nossa equipe para a realização de uma visita. Ao chegarmos às instalações da referida UBS, realizamos a leitura de um texto sobre EPS, e após a discussão identificamos alguns nós críticos na saúde mental local: alguns usuários com transtornos mentais sem utilizar o serviço do CAPS, e a dispensação de receitas controladas pelo médico sem nenhuma ênfase sobre o uso dos psicotrópicos, efeitos colaterais e posologia, dentre outros problemas que não citarei aqui. A partir do diagnóstico dos possíveis usuários do CAPS traçamos uma estratégia juntamente com os ACS e a equipe para tornar viável a presença dos usuários no CAPS para posterior triagem e inclusão dos mesmos no serviço, posteriormente a construção dos projetos terapêuticos individuais de cada um deles.
Graças à parceria da Enfermeira Karoline que trabalha no seu TCC a EPS (Educação Permanente em Saúde) juntamente com o CAPS realizamos essa interação através da articulação com a atenção básica, a partir de reuniões com a secretária municipal de Saúde, conseguimos adquirir um veículo para transportar os usuários do Distrito de Santa Luzia até o CAPS.
Atualmente, já foram feitas as triagem e os usuários com transtornos mentais do destrito de Santa Luzia, freqüentam semanalmente o CAPS de Picuí-PB, tudo isso graças a interação da equipe com os PSFs, UBS, e outras secretarias, temos uma boa comunicação com as secretarias, alguns projetos com a secretaria Municipal de Educação (EJA), com a secretaria de infra-estrutura e agricultura, Projeto cuidando das hortas (parceira com as duas secretarias e com o IFPB). Graças à temática do acolhimento, estamos contribuindo para a transformação no olhar de quem faz saúde mental e na mudança do modelo assistencial em vigor.
Conforme relata Silveira (2004), a estratégia do acolhimento resgata a comunicação entre os profissionais de saúde e usuários possibilitando também, muitos ganhos para os profissionais de enfermagem, “que passam a se reposicionar dentro do processo de trabalho utilizando seus conhecimentos, experiências e habilidades na assistência direta ao usuário, contribuindo para aumentar a resolutividade da equipe como um todo. Durante o acolhimento, os profissionais saem de uma atividade “as vezes burocrática, para uma atitude mais propositiva.”

BOA NOITE CAPS: uma questão de acolhida


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Trata-se de um momento impar realizado no dia 29 de agosto deste ano, no qual no centro de convivência Pedro Tomaz Dantas, após duas semanas de divulgação nos veículos de comunicação (rádio e panfletos), a sociedade compareceu em massa para prestigiar o evento. O Boa noite CAPS aconteceu com a seguinte programação: abertura com música de acolhida aos participantes, um breve momento de esclarecimento sobre “acolhimento” suas principais função na rede municipal de saúde e posteriormente um momento de reflexão sobre SUS e nosso comportamento enquanto cidadãos usuários do desse sistema singular. A equipe de pronunciou algumas vezes, em seguida a população em geral seguida de alguns usuários. Foi um momento de partilha, de troca de saberes, de esclarecimentos, de perguntas acerca do tema, como se dá o acolhimento em João Pessoa-PB. Enfim, uma noite de contato com a sociedade, onde profissionais e usuários interagiram de forma simples e objetiva provocando um desejo de implantar o acolhimento no serviço de saúde municipal, essa foi a percepção e o sentimento que mais me marcou o boa noite CAPS.
Após depoimentos de alguns usuários do serviço de saúde municipal e de uma ACS (mãe de uma criança portadora de necessidades especiais), todos foram unânimes que não somente o CAPS, mas toda a rede municipal de saúde necessita de uma intervenção dessa magnitude; pois, ferramentas a respeito do acolhimento, da escuta qualificada, sala de situação, dentre outras, são instrumentos estruturantes de uma nova política de inclusão e resolutividade no SUS local, estadual e federal. Apesar das intervenções realizadas em alguns UBS e no CAPS ficou claro que o processo de transformação e mudança ainda é um processo novo e inacabado, que necessita ser estudado, debatido, monitorado sempre com muito afinco, responsabilidade e muita propriedade. Para o público também ficou claro que existem profissionais que não conseguem trabalhar o acolhimento e portanto oferecer informações e uma assistência mais qualificada aos usuários, visto que, o acolhimento constitui-se como um leque de opções que devem ser ofertadas pelo pessoal responsável pela recepção nas UBS, EFSs e serviços hospitalares, quando o acolhimento não lhes é oferecido como na forma de assistência e informação o serviço e o usuário são prejudicados. Conforme relata Merhy (1999), o acolhimento propõe inverter a lógica organizacional e o funcionamento do serviço de saúde, partindo dos seguintes princípios: Atender a todas as pessoas que procuram os serviços de saúde, garantindo a acessibilidade universal. Assim, o serviço de saúde assume a função precípua, a de acolher, escutar e dar uma resposta positiva, capaz de resolver os problemas de saúde da população.
O término do evento boa noite CAPS aconteceu com uma dinâmica, onde utilizei bexigas (balões vazios com pequenos pedaços de papel com palavras sobre o acolhimento, e um pedaço de cordão barbante), após encher essas bexigas, as pessoas foram motivadas a estourar as bexigas e a falarem sobre a palavra contida no papel, após as falas de cada pessoas, cada uma delas amarrava o seu pedaço de barbante noutro barbante e assim formamos um grande circulo/roda que a denominamos de roda do acolhimento.
O acolhimento é visto como uma perspectiva essencialmente comunicacional, que entende ser a conversa principal atividade de um serviço de saúde. Assim, o funcionamento satisfatório do acolhimento depende da recepção do usuário no serviço, entendida como um espaço de “investigação, elaboração, negociação das necessidades que podem vir a ser satisfeitas.” (UERJ, 2003 p. 102). A comunicação constitui-se em um elemento fundamental para o acolhimento. A dificuldade de se comunicar com os usuários e de tratá-los como sujeitos com desejos, crenças e temores, tem sido a causa de inúmeros fracassos na relação entre profissionais de saúde e o ser usuário. (UERJ, 2003).
Para Selli (2003), para ser eficaz, a comunicação requer que tanto o usuário quanto profissional; ambos sejam capazes de captar a mensagem verbal e não-verbal. Segundo esclarece, são muitas as maneiras de se comunicar: a fala, o olhar, o gesto, o silencio e o sorriso caracteriza o que queremos dizer ao outro.
Sobre a aplicabilidade do acolhimento ora como ferramenta ora como instrumento de mudanças, sensibilização. Posso relatar a percepção dos usuários de psicotrópicos que não possuem perfil de CAPS, isto é, que recebem a medicação e retornam para suas residências, são pessoas portadoras de transtornos mentais leves, anterior a especialização e aos debates sobre acolhimento, a dispensação de medicação psicotrópica era entregue aos familiares e o contato desses usuários era apenas com os profissionais médicos para dispensação da receita e consulta de alguma outra patologia.
Após, a implantação do acolhimento no CAPS, tornou-se possível um dialogo acompanhado de uma significativa participação dos usuários e seus familiares com a equipe do CAPS e os usuários do CAPS, gerando uma maior confiabilidade no serviço, estreitando laços; propiciando interação e promoção de da saúde dos mesmos, a partir desse momento de diálogo e debate de temas especifico sobre saúde de fácil assimilação. No âmbito municipal, foi possível sentar com a equipe da ESF do destrito de Santa Luzia e debater sobre acolhimento e EPS, promovendo um momento de capacitação, sensibilização, escuta, dialogo e diagnóstico dos principais entraves relacionado a saúde mental daquela região situada na zona rural.

domingo, 10 de outubro de 2010

Cuidando das hortas do CAPS



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A dança engraçada - Dinâmica divertida para todas as idades
Materiais para usar na dinâmica: Um sala ampla; músicas (gravar trechos de músicas de vários estilos, para tornar o jogo mais diversificado e mais dinâmico. Selecione forró, valsa, pagode, música romântica, etc).
Procedimento: Coloque o grupo à vontade.
Pedir para se posicionarem em duplas, um de costas para o outro.
Peça para que cada dupla escolha um líder que dará início ao jogo.
Coloque uma música de ritmos mistos e peça-lhes que, com as costas tocando as costas do colega, iniciem uma divertida dança. A pessoa que lidera executará os passos da dança e a outra procurará segui-la, esforçando-se para acompanhar o ritmo e a cadência do companheiro.
Deixe claro que não é permitido segurarem as mãos, como meio de facilitar a dança. Conversar, sim, é permitido. Anime-os com comandos verbais do tipo: “Está muito divertido, vamos!”, “Vocês estão conseguindo, parabéns!”.
Após cerca de dez minutos, pedir para que se revezem no comando dos movimentos por mais dez minutos, depois, solicite que troquem de parceiros e dancem mais dez minutos.
Peça para que se recolham em círculo e verbalize a experiência vivida.
Dicas
Iniciar o processamento abrindo espaço para que os participantes façam comentários sobre sentimentos, dificuldades, facilidades e outros que o grupo julgar importantes.
Observar se os participantes conseguem trabalhar em equipe, se acompanham ritmos diferentes ou situações diferentes e se a atividade promoveu integração.
Observações: Este jogo objetiva, por meio de uma lenta aproximação, o conhecimento do outro. Mas é importante ressaltar que cada um de nós possui um timing, um ritmo de vida. Todos os ritmos são singulares: o respiratório, o cardíaco, o motor etc.
Além de aproximação física permitida por esta atividade, está em jogo o ato de conhecer e de compartilhar com o colega o seu jeito, que é especial na hora de expressar-se.
Tempo de aplicação: 30 minutos
Número máximo de pessoas: 14
Número mínimo de pessoas: 2
Dinamicas Divertidas - O João Bobo
Reuna seu grupo de estudos religiosos em uma área que comporte confortavelmente todos os participantes, coloque uma música suave de fundo e comece a dinâmica. Procedimento: Esta é uma técnica cênica bastante útil na tarefa de sensibilização e socialização de grupos. Leva-nos, igualmente, a identificar o grau de confiança que depositamos no outro e nosso próprio nível de desprendimento.Dividimos em subgrupos de cinco e seis pessoas, os participantes devem se pôr de pé em pequenos círculos. Oriente-os para que em cada subgrupo haja um voluntário para ficar no centro. Os demais deverão juntar-se ladeados ombro a ombro.Recomende que os colegas que estão nos centros dos círculos mantenham os pés juntos, disponham os braços estendidos para baixo, paralelos ao corpo, fechem os olhos, enrijeçam as articulações das pernas, dos quadris, dos ombros e do pescoço.
Peça aos participantes que compõem os círculos, para que ergam suas mãos à altura do seu próprio tórax, com as palmas voltadas para o centro do círculo e assim as mantenham.
O jogo terá início quando se julgarem prontos. Coloque a música. O colega do centro penderá para qualquer lado com um objeto inanimado, como se fosse cair, sendo amparado pelas palmas da mão que estiverem naquela região. Essas mãos devem sustentar suavemente o corpo do colega e lançá-lo delicadamente em outra direção, onde ele tornará a ser amparado e lançado suavemente para outra direção. Vendo o funcionamento do exercício, logo parecerá que um grupo de pessoas está se divertindo com o conhecido brinquedo “joão-bobo”.
Oriente-os para que explorem ao máximo os movimentos que o corpo do colega permitir, lançando-o brandamente para as diagonais, para frente para trás e alterando essas possibilidades.
É importante informar que não deverão comunicar-se verbalmente durante o jogo. O desejável entrosamento com relação à movimentação da colega deverá ser visual e gestual, portanto, não-verbal. Estabeleça cerca de cinco ou seis minutos para essa fase enquanto caminha entre os subgrupos. Esgotados esse tempo, instrua-os para que substituam o colega do centro e refaçam o jogo. A atividade produzirá melhores resultados se todos puderem experimentar a vivência. Dicas Questões para discussão:
- Como foi realizar a atividade?
- Como se sentiu nos diferentes papéis? Em qual ficou mais confortável? Por que?
- Qual o grau de confiancia que foi estabelecido dentro dos grupos?
- Alguém teve dificuldade para realizar a atividade? Quais foram as dificuldades?
Observar a integração, espontaneidade, trabalho em grupo e comunicação dos participantes.
Tempo de aplicação: 30 minutos
Número máximo de pessoas: 30
Número mínimo de pessoas: 6




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A PONTE (Charles Kattering)

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.


Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.

- Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.

Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.

O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.

Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho.

Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

- Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.

O irmão mais novo então falou:

- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.

- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...



O que você está esperando? Que tal começar agora !!!

Pensamento:

"A única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar."

Obs.: "Que exista sempre essa ponte que nos une."

O CAPS É ESSA PONTE QUE UNE PESSOAS, FAMÍLIAS GERANDO AMIZADE, CIDADANIA E SOLIDARIEDADE. PARABÉNS A TODOS QUE FAZEM O CAPS!!
Martinho Sérgio de Medeiros Casado - Coordenador do CAPS

18 anos de Comemoração do Dia Mundial de Saúde Mental


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Perder a viagem
Você pede ao patrão para sair mais cedo do trabalho, pega um ônibus lotado, vai para um consultório médico que fica no centro da cidade, gasta seus trocados, seu tempo e seu humor, e, ao chegar, esbaforido e atrasado, descobre através da secretária que sua hora, na verdade, está marcada para semana que vem. Sinto muito, você perdeu a viagem.
Todo mundo já passou por uma situação assim, de estar no lugar errado e na hora errada por pura distração. Acontecendo só de vez em quando, tudo bem, vai pra conta dos vacilos comuns a qualquer mortal. O problema é quando você se sente perdendo a viagem todos os dias. Todinhos. É o caso daqueles que ainda não entenderam o que estão fazendo aqui.
Estão perdendo a viagem aqueles que não se comprometem com nada: nem com um ofício, nem com um relacionamento, nem com as próprias opiniões. Estão sempre flanando, flutuando, pousando em sentimento nenhum, brigando por idéia nenhuma, jamais se responsabilizando pelo que fazem, pois nada fazem. Respirar já lhes é tarefa árdua e suficiente. E os dias passam, e eles passam, e nada fica registrado, nada que valha a pena lembrar.
Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas, seus olhos com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmo.
Estão perdendo a viagem aqueles preguiçosos que levam semanas até dar um telefonema, que levam meses até concluir a leitura de um livro, que levam anos até decidir procurar um amigo. Pessoas que acham tudo cansativo, que acreditam que tudo pode esperar, que todos lhe perdoarão a ausência e o descaso.
Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções.
Estão perdendo a viagem aqueles que se entregam de mão beijada às garras do tédio.
(Martha Medeiros) In: caps picui pb

10 DE OUTUBRO DE 2010 DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL



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LEIS E PORTARIAS FEDERAIS


LEI N° 10.708, DE 31 DE JULHO DE 2003
Institui o auxílio-reabilitação psicossocial para pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações.
LEI N° 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001
Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
LEI N° 9.867, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999
Dispõe sobre a criação e o funcionamento de Cooperativas Sociais, visando à integração social dos cidadãos, conforme especifica.
* PORTARIAS
PORTARIA MS/GM N° 1.190, DE 04 DE JUNHO DE 2009
Institui o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas no Sistema Único de Saúde - SUS (PEAD 2009-2010) e define suas diretrizes gerais, ações e metas.
PORTARIA MS/GM N° 1.876, DE 14 DE AGOSTO DE 2006
Institui Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio, a ser implantadas em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão.
PORTARIA N° 52, DE 20 DE JANEIRO DE 2004
Institui o Programa Anual de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica Hospitalar no SUS – 2004.

Mensagem do Secretário-Geral da ONU

A Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais garantem o direito de todas as pessoas a gozar do melhor estado de saúde física e mental possível de atingir, assim como a ter acesso à assistência médica, sem ser alvo de qualquer tipo de descriminação.
A Constituição da Organização Mundial da Saúde menciona os aspectos físicos, mentais e sociais do nosso bem-estar, que estão todos estreitamente relacionados entre si. As doenças mentais afectam gravemente o nosso corpo e as nossas relações sociais, enquanto os problemas de saúde física, especialmente quando são graves e prolongados, podem ser fonte de isolamento social e causar transtornos mentais.
Mas muitos países não proporcionam tratamento adequado a quem sofre dessas doenças mentais, ainda que o tratamento seja relativamente pouco dispendioso e fácil de dispensar. A grande maioria das pessoas com problemas mentais, neurológicos ou de dependência de certas substâncias não recebe os cuidados mais elementares. Esses serviços são fundamentais, se quisermos dar a algumas das pessoas mais marginalizadas do mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, alguma esperança de ter uma vida digna.
O programa de acção da Organização Mundial de Saúde, intitulado “Preencher as Lacunas em Matéria de Saúde Mental”, é a resposta mundial à grande procura deste tipo de serviços de saúde. Exorto todos os países a aderirem aos objectivos deste programa e a empenharem-se em alcançá-los. Se fossem dispensados os cuidados apropriados, seria possível tratar dezenas de milhões de pessoas que sofrem de depressão, esquizofrenia, epilepsia e outras doenças.
Devemos derrubar as barreiras que ainda excluem aqueles que sofrem de doenças mentais ou psicológicas. Não há lugar no nosso mundo para a discriminação de quem sofre de doenças mentais. Não pode haver saúde sem saúde mental.
No dia mundial de saúde mental, resta-nos continuar a percorrer o caminho que nos leva à desmistificação das coisas que, estando já desmistificadas, continuam a ser um problema à integração das pessoas para quem a “alma humana é um manicómio de caricaturas”(Bernardo Soares, Livro do Desassossego, 242, p. 238).
O caminho é de facto o do retorno à sociedade, mas como nos diz Luciano de Crecencio, “Homens são anjos com uma só asa. Para voar precisam do outro”, que é como quem diz, que a sociedade não pode andar de costas voltadas para algo que é um problema seu (de todos!).

DIA MUNDIAL DE SAÚDE MENTAL 10/10...


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DIA MUNDIAL DE SAÚDE MENTAL 10/10/2010

Foi criado em 1992 pela Federação Mundial da Saúde Mental para que as pessoas tomassem consciência da importância da saúde mental.

Este ano, um estudo da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa concluiu que Portugal é o país da Europa com mais doentes mentais. O estudo refere que, no último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psíquica. A mesma pesquisa revela ainda que, a nível nacional, as perturbações mais comuns são ansiedade, fobias e perturbações obsessivo-compulsivas.

A Política Nacional de Saúde Mental, apoiada na lei 10.216/02,busca consolidar um modelo de atenção à saúde mental aberto e de base comunitária. Isto é, que garante a livre circulação das pessoas com transtornos mentais pelos serviços, comunidade e cidade, e oferece cuidados com base nos recursos que a comunidade oferece. Este modelo conta com uma rede de serviços e equipamentos variados tais como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), os Centros de Convivência e Cultura e os leitos de atenção integral (em Hospitais Gerais, nos CAPS III). O Programa de Volta para Casa que oferece bolsas para egressos de longas internações em hospitais psiquiátricos, também faz parte desta Política.