domingo, 17 de outubro de 2010

DIA MUNICIPAL DE SAÚDE MENTAL 14/10/2010



SENSACIONAL ...
... MUITAS OFICINAS, DINAMICAS E DIVERSÃO !!!

MEMORIAL DRº FELIPE EM PICUÍ - PB






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É UM GRANDE DESAFIO PARA QUEM POSSUI LIMITAÇÕES FISICAS E COGNITIVAS...
" ... MAIS É PRECISO TER FORÇA, É PRECISO DE GARRA, É PRECISO TER SONHO SEMPRE
QUEM TRAZ NO PEITO ESSA MARCA POSSUI A ESTRANHA MANIA DE TER FÉ NA VIDA !!! "

VISITA AO MEMORIAL DE DR.º FELIPE TIAGO GOMES




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ACONTECEU NO DIA 11 DE MAIO DE 2010 JUNTAMENTE COM O PROFESSOR RICARDO E A TURMA DE USUÁRIOS DO CAPS.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ACOLHIMENTO




Acolhimento e a dificuldade no cumprimento das normas.
O acolhimento é uma forma de relação entre o serviço/usuário com escuta qualificada
Para desvelar as necessidades dos que buscam à USF para uma produção do cuidado com responsabilidade, solidariedade e compromisso. Tal entendimento, requer perceber o usuário que adentra à unidade de saúde a partir de suas necessidades de condições de vida, de vínculo entre o serviço e os trabalhadores que produzem o cuidado, de autonomia no seu modo de viver à vida e de sua queixa biológica que o levaram a procurar o serviço de saúde, de ser alguém singular (Cecílio, 2001, Merhy,2003).
Além disto, reconhecer que o usuário tem uma história de vida que traz sua cultura, suas relações sociais e o ambiente de sua origem que contribui na formação de sua subjetividade (Franco & Panizzi, 2004).
Avalio que o acolhimento vai desde um simples aperto de mão na entrada do serviço de saúde com o fornecimento de informações até a escuta qualificada que poderá diagnosticar vários problemas bio-psicossociais. O acolhimento gera o diálogo e a escuta qualificada que por sua vez poderá servir de gatilho para a abordagem de questões importantes; sejam elas individuais ou coletivas. Pretendo desenvolver um trabalho sobre acolhimento com a equipe do CAPS.
No CAPS existem três modalidades, são Elas: Intensiva ( 5 turnos divididos durante a semana), semi- Intensivo (3 turno divididos durante a semana) e não-intensivo ( 2 ou 1 turno dividido durante a semana). Acontece que, existem aqueles usuários que possui certa dificuldade de entender e obedecer às normas e regras do serviço e acabam por freqüentar o CAPS nos dias que não estão agendados, isso causa certo desconforto à equipe que por sua vez fica no meio do muro. Pois, se pede que o usuário retorne no seu dia, corre o risco de perder o vinculo e se o aceita no dia que não está agendado corre o risco de contribuir para os demais usuários queiram vim todos os dias ou nos dias que desejarem participar do CAPS.

Acolher e incluir sim, excluir não e desistir jamais.

Martinho Sérgio de Medeiros Casado
Coordenador do CAPS de Picuí - Paraíba.

A Vida é mestra no saber


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“ Lançar mão de tudo e acreditar que a vida é mestra na arte de aprender e de ensinar. Somos e sempre seremos eternos professores uns dos outros !!! “

Obrigado pela oportunidade de ensinar e de aprender ...
Martinho enfermeiro de Cristo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

NOSSA HISTÓRIA




Em Picuí-PB, anterior ao ano de 2006, havia apenas o serviço de dispensação de medicação psicotrópica na rede municipal, após concurso publico municipal, foi criada a coordenação de saúde mental composta por 1 (uma) Psicóloga, 1 (uma) Enfermeira e 1 (uma) farmacêutica bioquímica que fazia a dispensação dos psicotrópicos, havia reuniões semanais com pequenos grupos de usuários com sofrimento mental que passaram a utilizar o serviço com uma maior assiduidade. Após, várias reuniões, chegou-se ao consenso da necessidade de implantar um serviço mais qualificado que pudesse oferecer uma assistência holística aos usuários e pessoas com sofrimento mental, daí então foi feito o projeto e após algum tempo, foi implantado o CAPS 1 de Picuí-PB, tendo suas portas abertas ao público no dia: 05/07/2009, após capacitação da equipe multiprofissional e capacitação de todas as ESFs do município. A gestão municipal teve esse cuidado de implantar o novo serviço fortalecendo o vínculo com a rede de atenção básica a partir de reuniões de capacitações com toda a equipe dos ESFs.
A minha experiência em saúde mental se deu a partir da capacitação com a equipe multiprofissional, pois, não havia trabalhado nessa área da saúde, apenas feito estágio no período de acadêmico de enfermagem no Hospital Psiquiátrico Dr.º Maia em Campina Grande-PB. Habituado com a enfermagem assistencialista que exercia nos serviços hospitalares e na atenção básica, acolhi a proposta como um desafio que posteriormente me trouxe muita realização profissional e pessoal. Pois, na minha trajetória profissional, os novos desafios sempre me inquietaram para fazer algo novo e diferente, ou seja, que a centralização do trabalho terapêutico esteja dirigida na existência Holística do usuário/cliente, pois, o mesmo é o sujeito ativo e não um objeto na relação com a instituição. Contrapondo-se a prática médico privatista centrada no tratamento da doença e não na reabilitação total do individuo que sendo único deve ser tratado respeitando sua singularidade peculiar. Portanto, o acolhimento, necessita adentrar no cenário da minha prática onde o cuidar se faz urgente e emergente, também como forma de humanização.
A humanização encontra-se intimamente ligada à relação de cuidado existente entre o profissional de saúde e a pessoa cuidada, uma vez que segundo a filosogia da palavra, cuidado deriva do Latim Cura que era usada em um contexto de relações de amor e amizade, para expressar a atitude de desvelo, preocupação. Segundo Boff (1999, p.91), “expressa uma atitude fundamental de um modo de ser mediante o qual a pessoa sai de si e centra-se no outro com desvelo e solicitude.”
Segundo Brasil (2004), o acolhimento, como recurso técnico-assistencial, permite mudar os modos de operar a assistência, refletindo a respeito das relações durante o trabalho em saúde. Tais inovações repercutem na forma de organização tanto do processo de trabalho nas equipes, como n a organização das unidades em redes assistenciais, buscando uma aproximação entre a oferta de ações e serviços e as necessidades e demandas da população.
Foi a partir do entendimento dessa necessidade que surgiu minha motivação para a realização deste trabalho, focalizando como uma ferramenta que se bem utilizada pode-se chegar mais próximo daquilo que se idealiza como tratamento qualificado, humanizado e resolutivo uma vez que,

“o acolhimento é a arte de interagir, construir algo em comum, descobrir nossa humanidade mais profunda na relação com os outros e com o mundo natural. E deixar que os outros descubram em nós sua humanidade e o mundo nos mostre sua mostre sua amplitude” (SÃO PAULO, 2002).

MUSICOTERAPIA


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CORAL DO CAPS: musicoterapia



Coordeno o coral “loucos pela música” como proposta de musicoterapia individual e coletiva gerando a inclusão no serviço e participação nas oficinas, trabalho em equipe, a reinserção e ressorcialização dos usuários, bem com elevação da auto-estima dos mesmos, desenvolvimento de suas potencialidades artísticas e culturais. O referido coral é composto por: 30 usuários de ambos os sexos que tem afinidade com a música (gostam de cantar); trata-se de uma característica muito comum entre os usuários com transtornos mentais, essa atividade me completa como pessoa humana, pois sou músico amador (toco violão) e realizo o acolhimento também através da música, pois, a música é uma arte universal e cada ser humano traz dentro de si, lembranças boas ou tristes que estão vinculadas diretamente ou indiretamente (consciente ou inconscientemente) há algum tipo de música.
Segundo Costa (1989), a música reforça a identidade e o auto-conceito; altera o estado de ânimo do paciente; auxilia o paciente a lembrar de eventos significativos do seu passado; promove a expressão não verbal de sentimentos, inclusive inconscientes; favorece a fantasia.

FONTE: COSTA, C.M. O despertar para o outro - musicoterapia. São Paulo, Summus, 1989. In: www.musicaeadoração.com.br acesso em: 13/09/2010.